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domingo, 31 de março de 2019

Interlúdio (61) 

A tradição ainda é o que era.

Moscavide é como uma aldeia às portas de Lisboa. As lojas vendem os artigos de há 50 anos como o Lifebuoy, um sabonete nada simpático no cheiro mas que se dizia e diz altamente desinfectante. Os cafés de "passar tempo" são muitos e funcionam como centros de dia; a vizinhança chega e cumprimenta-se, pedem o Correio da Manhã e uma bica. A geração grisalha, que se aguenta estoicamente graças ao Centro de Saúde, discute a novela, elas e o futebol, eles.
Os restaurantes ganharam uma nova vida com o aparecimento do Parque das Nações que se instalou no outro lado do caminho de ferro; são baratos e continuam com um menu de cozinha tradicional. Os muitos escritórios da Expo debitam os comensais engravatados que comem rápido e deixam as mesas livres para o segundo turno que é o dos reformados. As ruas apertadas e os prédios acinzentados dos anos 50 do século passado acomodam uma misto de gente muito idosa e de alguns jovens que chegam porque os preços das habitações ainda não sairam de controlo, como acontece nos bairros vizinhos.











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